O acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul teve nesta sexta-feira (9) seu avanço mais significativo desde o início das negociações, em 1999. O Conselho da União Europeia, que reúne os governos dos países do bloco, autorizou a Comissão Europeia a avançar com o acordo por meio de uma votação por maioria qualificada.
Alemanha e Espanha, principais defensoras do tratado, contaram com o apoio decisivo da Itália, governada por Giorgia Meloni. Os italianos condicionaram o voto favorável à inclusão de salvaguardas adicionais para proteger seus agricultores. Caso a Itália tivesse votado contra, os países opositores teriam ultrapassado 35% da população da UE — patamar necessário para bloquear a negociação.
Cinco países se posicionaram contra — França, Polônia, Áustria, Irlanda e Hungria — em grande parte por pressão de produtores rurais preocupados com a concorrência do Mercosul, formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai (com a Bolívia em processo de adesão). O próximo passo será a votação no Parlamento Europeu, onde deputados franceses prometem resistência, embora a expectativa seja de aprovação do acordo.
