Entre 26 de fevereiro e 5 de março, os membros da Academia votam para definir os vencedores do Oscar. Os resultados serão anunciados no próximo domingo (15), na cerimônia anual da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.
Brasileiros concorrendo ao Oscar
EM 2026, por categoria
O Agente Secreto
Sonhos de Trem
Melhor Filme
Melhor Cinematografia
Adolpho Veloso
Melhor Ator Principal
Wagner Moura
Melhor Direção de Elenco
Indicado por ser o diretor de
fotografia do filme americano
Gabriel Domingues
Melhor Filme Internacional
Representando o Brasil
Em 2025, a premiação mobilizou brasileiros dentro e fora do país em pleno domingo de Carnaval. O filme “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles e protagonizado por Fernanda Torres, disputou três categorias principais.
Torres concorreu a Melhor Atriz, e o longa também esteve na corrida por Melhor Filme, feito inédito para uma produção brasileira. O prêmio veio em Melhor Filme Internacional, garantindo ao Brasil seu primeiro Oscar.
Vencedores na categoria de Melhor Filme
Internacional, por origem
de 1956 a 2025
Ásia
ÁFRICA
America
Europa
Itália
França
A categoria surge em 1956, mas antes existia um
prêmio honorário para filmes de outros países
1948
1956
1950
1960
1970
1980
1990
2000
2010
2020
01
07
08
09
00
02
04
05
06
03
França
Noruega
Brasil
Espanha
Tunísia
Foi apenas
um acidente
Valor
sentimental
O Agente
Secreto
Sirat
A Voz de
Hind Rajab
Coproduções de países
França
França
França
França
Irã
Filmes do Brasil que concorreram na categoria
de 1956 a 2025
1998
1963
1999
1996
O Que É Isso
Companheiro?
O Quatrilho
Central
do Brasil
O Pagador
de Promessas
Em 2026, o representante brasileiro é “O Agente Secreto”, dirigido pelo pernambucano Kléber Mendonça Filho, produzido por Emilie Lesclaux e estrelado por Wagner Moura. O thriller político acompanha Marcelo, que tenta escapar de um passado violento em São Paulo e se refugia no Recife durante o carnaval de 1977. É um filme denso, atravessado por tensão política e conflitos pessoais.
O histórico do Oscar
O Oscar teve início em maio de 1927, com a fundação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas por Louis B. Mayer, então presidente da MGM (Metro-Goldwyn-Mayer), ao lado de outras 35 figuras influentes da indústria cinematográfica.
A primeira cerimônia ocorreu em 1929, com categorias que incluíam melhor ator, melhor atriz, direção, roteiro e prêmios técnicos.
A primeira indicação brasileira veio em 1944, quando Ary Barroso concorreu a Canção Original pelo filme americano “Brazil”. Desde então, o país acumulou indicações em diferentes categorias, até conquistar sua primeira estatueta com “Ainda Estou Aqui”, em 2025.
Algumas co-produções com participação brasileira também já foram premiadas pela Academia. As estatuetas foram concedidas a profissionais estrangeiros envolvidos nos filmes, e não diretamente ao Brasil como país.
Coproduções brasileiras que venceram o Oscar
Em qualquer categoria
Ásia
ÁFRICA
America
Europa
Itália
França
1963
Orfeu Negro,
coprodução brasileira, venceu em 1960,
mas concorreu representando a França
FRA
ITA
1985
O Beijo da Mulher Aranha,
coprodução estadunidense, venceu o
prêmio de Melhor Ator por William Hurt
EUA
2005
ARG
Diários de Motocicleta,
do mesmo diretor de Ainda Estou Aqui,
é coproduzido por diversos países e
vencedor de Melhor Canção Original
CHL
EUA
PER
FRA
RU
ALE
2018
EUA
Me Chame Pelo Seu Nome, com
coprodução estadunidense, francesa e
italiana, ganhou Melhor Roteiro Adaptado
FRA
ITA
2025
Ainda Estou Aqui, com coprodução
francesa, ganhou o Oscar de Melhor
Filme Internacional
FRA
QUEM DECIDE O OSCAR
Atualmente, a Academia reúne mais de 11 mil membros, responsáveis por definir tanto os indicados quanto os vencedores do Oscar. No início, porém, o grupo era formado por apenas 36 integrantes — entre atores, diretores, produtores, roteiristas e técnicos — com perfil demográfico bastante homogêneo, de homens brancos.
Com o passar das décadas, o número de membros aumentou bastante, mas o perfil continuou o mesmo. Não há uma lista pública de membros, mas dados divulgados em 2012 já indicavam o desequilíbrio:
Densidade demográfica dos votantes
do Oscar em 2012
ENTRE CERCA DE 5.700 VOTANTES
77%
94%
de homens
de pessoas
brancas
Diante da pressão pública, de movimentos como #OscarsSoWhite, a Academia anunciou metas para ampliar a diversidade, com o compromisso de dobrar a presença de mulheres e integrantes de grupos sub-representados até 2020. Desde então, houve mudanças graduais na composição do quadro de votantes.
Em 2025, com mais de 11 mil membros na comissão, o Oscar contou com 33% de mulheres e 24% de comunidades sub-representadas. Há pelo menos 60 brasileiros que são membros da Academia, entre eles o próprio Wagner Moura. O Brasil tem um peso de apenas 0,5% do total dos votos.
Fonte: Goldderby, New York Times e Academy of Motion Picture Arts and Sciences database.
A imagem do pôster cada filme está disponível nos links a seguir: “Ainda Estou Aqui”, “A Voz de Hind Rajab”, “Diários de Motocicleta”, “Foi Apenas um Acidente”, “Me Chame Pelo Seu Nome”, “O Agente Secreto”, “O Beijo da Mulher Aranha”, “Sirat”, “Sonhos de Trem” e “Valor Sentimental”.
Entre 26 de fevereiro e 5 de março, os membros da Academia votam para definir os vencedores do Oscar.
Os resultados serão anunciados no próximo domingo (15), na cerimônia anual da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.
Brasileiros concorrendo ao Oscar
EM 2026, por categoria
Indicado por ser o diretor de
fotografia do filme americano
O Agente Secreto
Sonhos de Trem
Melhor Filme
Melhor Cinematografia
Adolpho Veloso
Melhor Ator Principal
Wagner Moura
Melhor Direção de Elenco
Gabriel Domingues
Melhor Filme Internacional
Representando o Brasil
Em 2025, a premiação mobilizou brasileiros dentro e fora do país em pleno domingo de Carnaval. O filme “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles e protagonizado por Fernanda Torres, disputou três categorias principais.
Torres concorreu a Melhor Atriz, e o longa também esteve na corrida por Melhor Filme, feito inédito para uma produção brasileira. O prêmio veio em Melhor Filme Internacional, garantindo ao Brasil seu primeiro Oscar.
Vencedores na categoria de Melhor
Filme Internacional, por origem
de 1956 a 2025
Ásia
ÁFRICA
America
Europa
Itália
França
A categoria surge em 1956, mas antes
existia um prêmio honorário para
filmes de outros países
1948
1956
50
60
70
80
90
00
10
20
00
01
02
06
07
08
09
04
05
03
Brasil
Espanha
França
Noruega
Tunísia
O Agente
Secreto
Sirat
A Voz de
Hind Rajab
Foi apenas
um acidente
Valor
sentimental
Coproduções de países
França
França
França
França
Irã
Filmes do Brasil que
concorreram na categoria
de 1956 a 2025
1998
1963
1999
1996
O Que É Isso
Companheiro?
O Quatrilho
Central
do Brasil
O Pagador
de Promessas
Em 2026, o representante brasileiro é “O Agente Secreto”, dirigido pelo pernambucano Kléber Mendonça Filho, produzido por Emilie Lesclaux e estrelado por Wagner Moura. O thriller político acompanha Marcelo, que tenta escapar de um passado violento em São Paulo e se refugia no Recife durante o carnaval de 1977. É um filme denso, atravessado por tensão política e conflitos pessoais.
O histórico do Oscar
O Oscar teve início em maio de 1927, com a fundação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas por Louis B. Mayer, então presidente da MGM (Metro-Goldwyn-Mayer), ao lado de outras 35 figuras influentes da indústria cinematográfica.
A primeira cerimônia ocorreu em 1929, com categorias que incluíam melhor ator, melhor atriz, direção, roteiro e prêmios técnicos.
A primeira indicação brasileira veio em 1944, quando Ary Barroso concorreu a Canção Original pelo filme americano “Brazil”. Desde então, o país acumulou indicações em diferentes categorias, até conquistar sua primeira estatueta com “Ainda Estou Aqui”, em 2025.
Algumas co-produções com participação brasileira também já foram premiadas pela Academia. As estatuetas foram concedidas a profissionais estrangeiros envolvidos nos filmes, e não diretamente ao Brasil como país.
Coproduções brasileiras
que venceram o Oscar
Em qualquer categoria
Ásia
ÁFRICA
America
Europa
Itália
França
1963
Orfeu Negro,
coprodução brasileira, venceu
em 1960, mas concorreu
representando a França
FRA
ITA
1985
O Beijo da Mulher Aranha,
coprodução estadunidense,
venceu o prêmio de Melhor
Ator por William Hurt
EUA
Diários de Motocicleta,
do mesmo diretor de Ainda
Estou Aqui, é coproduzido por
diversos países e vencedor
de Melhor Canção Original
ARG
2005
CHL
EUA
PER
FRA
RU
ALE
2018
Me Chame Pelo Seu Nome,
com coprodução estadunidense,
francesa e italiana, ganhou
Melhor Roteiro Adaptado
EUA
FRA
ITA
2025
Ainda Estou Aqui, com
coprodução francesa, ganhou
o Oscar de Melhor Filme
Internacional
FRA
Quem decide o Oscar
Atualmente, a Academia reúne mais de 11 mil membros, responsáveis por definir tanto os indicados quanto os vencedores do Oscar. No início, porém, o grupo era formado por apenas 36 integrantes — entre atores, diretores, produtores, roteiristas e técnicos — com perfil demográfico bastante homogêneo, de homens brancos.
Com o passar das décadas, o número de membros aumentou bastante, mas o perfil continuou o mesmo. Não há uma lista pública de membros, mas dados divulgados em 2012 já indicavam o desequilíbrio:
Densidade demográfica dos
votantes do Oscar em 2012
ENTRE CERCA DE 5.700 VOTANTES
77%
94%
de homens
de pessoas
brancas
Diante da pressão pública, de movimentos como #OscarsSoWhite, a Academia anunciou metas para ampliar a diversidade, com o compromisso de dobrar a presença de mulheres e integrantes de grupos sub-representados até 2020. Desde então, houve mudanças graduais na composição do quadro de votantes.
Em 2025, com mais de 11 mil membros na comissão, o Oscar contou com 33% de mulheres e 24% de comunidades sub-representadas. Há pelo menos 60 brasileiros que são membros da Academia, entre eles o próprio Wagner Moura. O Brasil tem um peso de apenas 0,5% do total dos votos.
Fonte: Goldderby, New York Times e Academy of Motion Picture Arts and Sciences database.
A imagem do pôster cada filme está disponível nos links a seguir: “Ainda Estou Aqui”, “A Voz de Hind Rajab”, “Diários de Motocicleta”, “Foi Apenas um Acidente”, “Me Chame Pelo Seu Nome”, “O Agente Secreto”, “O Beijo da Mulher Aranha”, “Sirat”, “Sonhos de Trem” e “Valor Sentimental”.
ESTAVA ERRADO: Uma versão anterior deste material identificava incorretamente o nome de Adolpho Veloso, diretor cinematográfico indicado por “Sonhos de Trem”. A informação foi corrigida às 17h30, do dia 11 de março de 2026.