Elza Soares morreu em 20 de janeiro de 2022, dois dias depois de ter gravado uma apresentação em São Paulo que virou o disco póstumo “Elza ao vivo no Municipal”.
A partida da cantora foi definida por amigos, de forma quase paradoxal, como mais um dos vários renascimentos que marcaram sua trajetória. De lavadeira nos anos 1950 ao título de voz do milênio pela BBC Londres em 2000, Elza enfrentou o preconceito e a opinião pública, fugindo de rótulos e cantando um Brasil sem floreios.
Nas últimas décadas de sua vida, firmou-se entre as novas gerações e cravou seu perfil apoteótico como “a mulher do fim do mundo”. Entre discos, álbuns ao vivo, compactos e singles, foram 132 lançamentos — fora as participações em outros trabalhos e projetos especiais.
Para dar um panorama sobre a carreira de Elza e sugerir caminhos a quem quer se aprofundar na sua obra, o Nexo conversou com:
Músicas do programa
Edição de texto: Marcelo Roubicek
Edição de som: Brunno Bimbati
Produção de arte: Yasmin Menezes