O ataque conjunto de Israel e Estados Unidos ao Irã, iniciado no sábado, 28 de fevereiro, amplia a instabilidade no Oriente Médio e abre a possibilidade de uma escalada regional. Ainda não há clareza sobre a duração ou a extensão das operações, mas o envolvimento direto de potências militares eleva o risco de novos desdobramentos.
De um lado, os Estados Unidos mantêm bases e pontos de apoio em diferentes países da região, como Qatar e Emirados Árabes Unidos. Essas estruturas logísticas ampliam a capacidade de mobilização e sustentação de operações militares no entorno do Golfo.
De outro, o Irã é uma das principais potências militares regionais, com capacidade de projeção por meio de aliados e grupos armados distribuídos em diferentes frentes. Essa rede amplia o alcance indireto de Teerã e adiciona complexidade ao cenário.
Os mapas do Nexo mostram a dimensão atual do conflito, os pontos atingidos e a posição estratégica de países e grupos vizinhos.
Ataques dos Estados Unidos e Israel,
e respostas do Irã, até 03/03/2026
Turquia
Síria
Afeganistão
IRÃ
Iraque
ISRAEL
Paquistão
Arábia
Saudita
Egito
Omã
Mar da
Arábia
Iêmen
700km
Enfoque nos ataques contra o Irã
Tabriz
Meshed
Teerã
Qom
Kermanshah
Isfahan
IRÃ
Avhaz
Shiraz
Bandar Abbas
300km
Todas as principais cidades, com exceção de Meshed, foram atacadas. Teerã é a capital, enquanto Qom é o principal centro religioso do país.
Enfoque nos ataques do Irã no Golfo Pérsico
IRÃ
KUWAIT
Golfo
Pérsico
BAHREIN
Estreito de
Ormuz
QATAR
ARÁBIA
SAUDITA
Dubai
Abu
Dhabi
EMIRADOS
ÁRABES
200km
Os principais alvos do Irã no Golfo Pérsico foram instalações militares utilizadas pelos Estados Unidos nesses países. Também houve registros de ataques que atingiram a infraestrutura local.
Além de Israel, os Estados Unidos contam com alianças consolidadas com outros países do Oriente Médio, o que explica a presença de bases e instalações militares em diversos territórios. Parte do efetivo americano também opera a partir das águas do Golfo Pérsico e do Mar da Arábia, de onde partem aeronaves e são lançados mísseis.
O Reino Unido também foi mobilizado para disponibilizar estruturas estratégicas, como as bases nos territórios britânicos na ilha de Chipre e no arquipélago de Diego Garcia, ampliando o alcance operacional das forças envolvidas.
Bases militares e outros pontos
de apoio dos Estados Unidos
Turquia
Chipre
IRÃ
Iraque
Israel
Arábia
Saudita
Omã
Diego
Garcia
Djibouti
700km
~2.000km
A localização de bases militares e pontos de apoio variam bastante, de acordo com a fonte utilizada. No mapa acima, são apresentados os pontos utilizados pelos Estados Unidos, fora de Israel, que são relevantes para o conflito.
O Irã, por sua vez, possui um amplo arsenal de drones e mísseis balísticos. Apesar de parte de suas instalações ter sido atingida nos ataques iniciais, o país mantém capacidade de realizar ações retaliatórias, seja de forma direta, seja por meio de aliados regionais.
O governo iraniano enfrenta resistência política da maioria dos países árabes da região, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Qatar, que mantêm relações estratégicas e de segurança próximas aos Estados Unidos.
Ao mesmo tempo, Teerã sustenta uma rede de alianças conhecida como “eixo da resistência”, que inclui grupos armados e governos alinhados a seus interesses. Esse conjunto foi impactado por confrontos recentes, especialmente após a guerra entre Israel e o Hamas iniciada em 2023. Os ataques israelenses enfraqueceram tanto o Hamas como o Hezbollah, no Líbano.
Principais aliados do Irã em
outros países do Oriente Médio
Milícias na
Síria e Iraque
Hezbollah
IRÃ
Hamas
Mar da
Arábia
Houtis
700km
Outros grupos armados alinhados ao Irã também atuam em países como Afeganistão e Bahrein, embora com capacidade de mobilização mais restrita.
Na Síria, Bashar al-Assad, deposto em 2024, mantinha uma aliança estratégica com Teerã. Atualmente, a influência iraniana no país se apoia sobretudo em milícias locais, que dispõem de poder militar limitado.
Fonte: ISW (Institute for the Study of War), base de dados da manhã de 03 de março de 2026, e Council on Foreign Relations.
O ataque conjunto de Israel e Estados Unidos ao Irã, iniciado no sábado, 28 de fevereiro, amplia a instabilidade no Oriente Médio e abre a possibilidade de uma escalada regional. Ainda não há clareza sobre a duração ou a extensão das operações, mas o envolvimento direto de potências militares eleva o risco de novos desdobramentos.
De um lado, os Estados Unidos mantêm bases e pontos de apoio em diferentes países da região, como Qatar e Emirados Árabes Unidos. Essas estruturas logísticas ampliam a capacidade de mobilização e sustentação de operações militares no entorno do Golfo.
De outro, o Irã é uma das principais potências militares regionais, com capacidade de projeção por meio de aliados e grupos armados distribuídos em diferentes frentes. Essa rede amplia o alcance indireto de Teerã e adiciona complexidade ao cenário.
Os mapas do Nexo mostram a dimensão atual do conflito, os pontos atingidos e a posição estratégica de países e grupos vizinhos.
Ataques dos Estados Unidos e Israel, e respostas do Irã
aTÉ 03 DE MARÇO DE 2026
Turquia
Síria
IRÃ
Iraque
ISRAEL
Arábia
Saudita
Omã
Mar da
Arábia
Iêmen
700km
Enfoque nos ataques contra o Irã
Tabriz
Meshed
Teerã
Qom
Kermanshah
IRÃ
Isfahan
Avhaz
Shiraz
Bandar Abbas
300km
Todas as principais cidades iranianas, com exceção de Meshed, foram atacadas. Teerã é a capital, enquanto Qom é o principal centro religioso do país.
Enfoque nos ataques do Irã
no Golfo Pérsico
KUWAIT
IRÃ
Golfo
Pérsico
BAHREIN
Estreito de
Ormuz
QATAR
ARÁBIA
SAUDITA
Dubai
Abu
Dhabi
EMIRADOS
ÁRABES
200km
Os principais alvos do Irã no Golfo Pérsico foram instalações militares utilizadas pelos Estados Unidos nesses países. Também houve registros de ataques que atingiram a infraestrutura local.
Além de Israel, os Estados Unidos contam com alianças consolidadas com outros países do Oriente Médio, o que explica a presença de bases e instalações militares em diversos territórios. Parte do efetivo americano também opera a partir das águas do Golfo Pérsico e do Mar da Arábia, de onde partem aeronaves e são lançados mísseis.
O Reino Unido também foi mobilizado para disponibilizar estruturas estratégicas, como as bases nos territórios britânicos na ilha de Chipre e no arquipélago de Diego Garcia, ampliando o alcance operacional das forças envolvidas.
Bases militares e outros pontos de apoio dos Estados Unidos
Turquia
Chipre
IRÃ
Iraque
Israel
Arábia
Saudita
Omã
Diego
Garcia
Djibouti
700km
~2.000km
A localização de bases militares e pontos de apoio variam bastante, de acordo com a fonte utilizada. No mapa acima, são apresentados os pontos utilizados pelos Estados Unidos, fora de Israel, que são relevantes para o conflito.
O Irã, por sua vez, possui um amplo arsenal de drones e mísseis balísticos. Apesar de parte de suas instalações ter sido atingida nos ataques iniciais, o país mantém capacidade de realizar ações retaliatórias, seja de forma direta, seja por meio de aliados regionais.
O governo iraniano enfrenta resistência política da maioria dos países árabes da região, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Qatar, que mantêm relações estratégicas e de segurança próximas aos Estados Unidos.
Ao mesmo tempo, Teerã sustenta uma rede de alianças conhecida como “eixo da resistência”, que inclui grupos armados e governos alinhados a seus interesses. Esse conjunto foi impactado por confrontos recentes, especialmente após a guerra entre Israel e o Hamas iniciada em 2023. Os ataques israelenses enfraqueceram tanto o Hamas como o Hezbollah, no Líbano.
Principais aliados do Irã em outros países do Oriente Médio
Milícias na
Síria e Iraque
Hezbollah
IRÃ
Hamas
Mar da
Arábia
Houtis
700km
Outros grupos armados alinhados ao Irã também atuam em países como Afeganistão e Bahrein, embora com capacidade de mobilização mais restrita.
Na Síria, Bashar al-Assad, deposto em 2024, mantinha uma aliança estratégica com Teerã. Atualmente, a influência iraniana no país se apoia sobretudo em milícias locais, que dispõem de poder militar limitado.
Fonte: ISW (Institute for the Study of War), base de dados da manhã de 03 de março de 2026, e Council on Foreign Relations.