
Ícones dos aplicativos do WhatsApp, Facebook e Instagram
A Meta lançou na quinta-feira (4) o Instagram Plus, versão paga da rede social de fotos. A assinatura trará novos recursos, como uma maior personalização do perfil e priorização dos stories, função que irá passar de 24 horas para 48 horas de visualização. O recurso está sendo liberado aos poucos, inclusive para usuários brasileiros.
R$ 10
é o valor da assinatura mensal do Instagram Plus
De acordo com publicação de 27 de maio feita por Naomi Gleit, diretora de produtos da Meta, Facebook e WhatsApp também terão versões pagas em breve, mas sem previsão de lançamento. Os anúncios dos novos planos acontecem em um momento em que a empresa de Mark Zuckerberg é questionada por investidores sobre o investimento massivo em inteligência artificial.
Neste texto, o Nexo apresenta as assinaturas das redes sociais, explica o que isso significa para o momento da Meta e as mudanças para os usuários.
Entre os recursos exclusivos da versão paga do Instagram, estão:
A aquisição da versão paga pode ser feita na área de assinaturas das configurações do Instagram. A funcionalidade não é obrigatória para seguir usando a rede social.
Desde o início de 2026, a Meta está conduzindo testes da versão paga em suas redes. No caso do WhatsApp, por exemplo, a assinatura resultará em recursos de personalização como figurinhas com efeitos especiais, fixar até 20 conversas no topo do aplicativo e definir toques temáticos para notificações de mensagem e ligação de cada contato.
Ainda em fase de testes, a reunião dos pagamentos das redes ficará no Meta One, um hub de assinaturas. Além disso, para criadores de conteúdo e empresas, o novo modelo disponibilizará maior acesso a recursos de inteligência artificial, como a geração de imagens e vídeos e respostas mais detalhadas no Meta AI, o chatbot da empresa de Zuckerberg.
Desde o lançamento do Facebook, em 2004, o faturamento da empresa de Zuckerberg era dependente de anúncios nas redes sociais e a venda dos dados dos usuários para publicidade direcionada. Criadores de conteúdo e empresas também pagam uma taxa para ter o perfil verificado.
No início da década de 2020, Zuckerberg pretendia direcionar a empresa para a construção de um metaverso – plataformas digitais que misturam realidade virtual e/ou aumentada, redes sociais e a internet no geral. Esse foi o motivo principal de renomear a companhia Facebook para Meta, em 2021.
O plano de Zuckerberg parece ter fracassado. Em dezembro de 2025, a agência de notícias Bloomberg anunciou um corte de 30% do orçamento do setor responsável pelo Metaverso. No mesmo mês, a empresa demitiu cerca de 10% dos funcionários envolvidos com o mundo de realidade virtual.
Além disso, em março de 2026, a empresa chegou a anunciar que não iria mais disponibilizar o Horizon Worlds – mundo imersivo criado pela Meta – para óculos de realidade aumentada a partir de junho. A decisão de encerrar o suporte foi revertida, mas novos recursos não serão adicionados ao metaverso.
Os esforços e investimentos recentes da Meta passaram para o desenvolvimento da inteligência artificial, especialmente em relação à infraestrutura de datacenters. A empresa tenta se colocar em um cenário de IA dominado pela OpenAI, dona do ChatGPT, e pelo Google.
US$ 145 milhões
é a previsão máxima de gastos da Meta com IA em 2026, o equivalente a R$ 742,9 milhões
Em relação a 2025, houve um aumento de mais de 100% no investimento da Meta para inteligência artificial, de US$ 72 milhões. Segundo reportagem de 27 de maio do jornal The Wall Street Journal, os investidores da empresa demonstraram insatisfação com esse redirecionamento.
Desenvolvedores aguardam o lançamento de um novo modelo de inteligência artificial da Meta. A previsão original era para abril de 2026.
Os wearables – dispositivos tecnológicos vestíveis – também passaram a ser prioridade da Meta ao longo da década. Somente em 2025, mais de sete milhões de pares do óculos inteligente Ray-Ban Meta foram vendidos, em meio a questionamentos sobre os riscos à privacidade do produto.
Desde outubro de 2023, usuários da União Europeia têm a possibilidade de adquirir assinaturas mensais para ter acesso ao Facebook e Instagram sem anúncios. A determinação aconteceu com base na legislação sobre proteção de dados do bloco econômico. O valor varia de 5,99 euros a 7,99 euros mensais. A iniciativa entrou em vigor no Reino Unido em setembro de 2025.
Outras redes sociais deram início a assinaturas pagas recentemente. No caso do X (antigo Twitter), a versão premium foi adotada em abril de 2023 para dar selos verificados a contas, aumentar o alcance das publicações e diminuir a quantidade de anúncios na timeline dos usuários. A Meta também adotou a verificação em suas plataformas.
R$ 15,75
é o valor mensal do plano básico do X Premium
Tradicionalmente conhecida por ser uma rede social de textos curtos, de 140 a 280 caracteres, a versão paga permite que os usuários publiquem conteúdos com até 4.000 caracteres. Também dá acesso ilimitado ao Grok, chatbot de IA própria da rede social criada pelo bilionário sul-africano Elon Musk.
A mudança dificultou o reconhecimento de quais contas eram ou não autênticas e quais eram bots, além de dar voz a perfis preconceituosos.
O YouTube também implementou versões pagas para não exibir propagandas antes e durante os vídeos, em maio de 2018. Além disso, usuários podem assistir os conteúdos em segundo plano e baixar os conteúdos para momentos sem internet.
R$ 16,90
é o valor mensal do YouTube Premium básico
Muitos usuários relataram que a versão gratuita do YouTube tem apresentado uma frequência maior de propagandas, de longa duração e sem a possibilidade de pular. Ao responder uma reclamação de novembro de 2025 em um fórum da plataforma, um funcionário do Google destacou que a única opção oficial de retirar os anúncios é por meio do Premium.