Desde sua fundação, há mais de 10 anos, o Nexo mantém uma seção exclusiva de gráficos, com dois a três conteúdos publicados por semana. Em cada material, pensamos cuidadosamente nas melhores estratégias para estruturar a narrativa visual.
A escolha do tipo de gráfico é uma das decisões mais importantes, assim como detalhes que parecem menores, como cores e destaques. Neste mês, vamos apresentar alguns dos principais formatos que usamos no jornal, como linhas, barras e treemaps. Este material servirá de base para, mais adiante, aprofundarmos em cada tipo e indicar em quais situações eles são mais adequados.
Criado há mais de 200 anos por William Playfair, é ideal para dados que evoluem ao longo do tempo. Funciona bem quando são poucas linhas.

A linha do Brasil “descolou” da linha dos Estados Unidos após o primeiro mandato de Trump.
É um dos mais fáceis de serem compreendidos, pois nosso cérebro processa bem a diferença entre os tamanhos das barras. Chamado de gráfico de barras quando as barras estão na horizontal, ou de gráfico de colunas, quando na vertical, como no exemplo abaixo.

O cultivo de azeitona foi retomado no Brasil a partir da década de 2010. É um tipo de gráfico simples, mas que tem muitas variações. Falaremos sobre elas em uma edição futura dos bastidores do ‘Nexo’.
Serve para mostrar proporções de um todo, de modo que a soma das fatias sempre deve ser de 100%. É um tipo de gráfico que tem uma má reputação entre profissionais da visualização de dados, mas que tem usos positivos. Uma variação é o gráfico de donut, com um “furinho” no centro.

Neste interativo, você pode conferir a distribuição do seu nome por década, alternando entre os gráficos de donut ou de barras.
Uma alternativa ao gráfico de pizza para mostrar proporções, que funciona muito bem com muitas fatias e com hierarquias, como as regiões brasileiras no gráfico abaixo. É um formato menos conhecido, mas que tem se tornado mais popular. O nome não costuma ser traduzido para o português.

Todos os estados brasileiros produzem mandioca. Normalmente, nossos treemaps acompanham uma barra que apresenta o dado do grupo hierárquico, no caso, as regiões.
É uma forma criativa de visualizar uma tabela. Em vez de textos, as células dessa tabela são preenchidas por uma cor. Quando nos referimos a heatmap, ou mapa de calor, estamos pensando em gráficos como o do exemplo abaixo. Mas há outros tipos diferentes de gráficos que recebem o mesmo nome.

Boa Vista (RR) elegeu Teresa Surita cinco vezes como prefeita. As capitais são linhas e os anos são as colunas do heatmap.
Não há uma regra universal, a escolha depende do tipo de dado e da mensagem que se quer comunicar. Na maioria dos casos, o melhor gráfico é aquele que torna essa mensagem mais clara e fácil de entender. Os exemplos acima estão entre os mais convencionais, mas há muitas outras possibilidades. Uma boa referência é o Data Viz Project, que reúne um amplo acervo de formatos e aplicações de gráficos.